Quando a publicidade ajudou a tirar um museu do papel. Literalmente.

Antes mesmo da fundação oficial da Agência Palumbo, o sonho já tinha ganhado asas.
Era 1997. Sandro Palumbo, então atuando como freelancer da TAM, foi convidado a participar de um projeto especial: criar o calendário institucional da companhia aérea, que traria como tema o “Museu do Campo dos Afonsos”, no Rio de Janeiro — uma homenagem à memória da aviação brasileira que o Comandante Rolim, presidente da TAM, pretendia apoiar institucionalmente.
O sucesso foi imediato. O material encantou pela estética e pelo conteúdo editorial, e acabou abrindo as portas para um novo convite diretamente da presidência da TAM: desenvolver um calendário exclusivo com o acervo pessoal da Família Amaro — aviões históricos de João e Rolim Amaro, até então mantidos longe dos olhos do grande público. A missão agora era criar algo ainda mais grandioso: um objeto de desejo, uma peça de coleção, uma narrativa visual de um sonho particular que começava a ganhar forma.

E foi aí que a mágica aconteceu.
Durante o desenvolvimento do projeto, entre reuniões, fotos e conversas com colegas de criação, surgiu uma frase espontânea de Sandro Palumbo ao amigo Lino: “A gente está dando asas a um sonho do comte.” Essa frase, simples e poderosa, virou título: Calendário TAM 1999 – Asas de um Sonho.
Quando o Comandante Rolim viu a peça final — impecável no design, na curadoria e no cuidado com a memória da aviação — ele não teve dúvidas:
pediu permissão imediata para batizar assim o museu que estava idealizando para São Carlos: Museu Asas de um Sonho.

Do papel para a história: design premiado, branding duradouro
O calendário da TAM de 1999 foi mais do que um material gráfico. Foi o marco de um projeto nacional e também internacional. A peça recebeu o Prêmio Fernando Pini, uma das mais prestigiadas premiações do setor gráfico e editorial, reconhecendo a complexidade técnica, a direção de arte e o acabamento. Foi capa de revistas, virou referência de criatividade no mercado, e serviu de ponto de partida para a identidade visual oficial do museu.
O logotipo criado para o Museu Asas de um Sonho traz como símbolo central o icônico 14 Bis, em homenagem a Santos Dumont e com um detalhe genial: visto de cima, os três hangares do museu formavam exatamente o desenho da aeronave — dois corpos laterais e um ao centro, como o lendário protótipo do brasileiro que encantou o mundo.

Uma comunicação que voou alto
A Palumbo não apenas criou a marca. Ela idealizou e produziu todo o sistema de identidade visual e de divulgação do museu desde sua fase embrionária:
• Calendários de mesa e parede;
• Folders e flyers explicativos;
• Fichas técnicas das aeronaves;
• Painéis informativos;
• Material para Lei Rouanet;
• Sinalização e ambientação dos hangares;
• Campanhas de mídia espontânea e institucional.
Tudo isso com a alma de quem acredita que design é uma forma de contar histórias, preservar memórias e construir legados.

Um sonho coletivo, um orgulho pessoal
O Museu Asas de um Sonho se tornou o maior museu de aviação da América Latina e um dos mais admirados do mundo, reunindo raridades como o Fokker DR-1 (aquele mesmo do Barão Vermelho), réplicas históricas, caças militares, jatos executivos e aeronaves que marcaram gerações.
Sandro Palumbo esteve lá desde o início, com um pedaço desse sonho nas mãos – e muito do coração em cada criação. O case simboliza tudo o que a Palumbo acredita: criação com propósito, comunicação com alma, e ideias que duram décadas.
Esse case é muito mais que um “clássico Palumbo”. É um lembrete de que a publicidade pode, sim, dar asas a sonhos.

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